Lábio leporino e/ou fissura palatina

Nome original: Labio leporino y/o fisura palatina

Compatibilidade

Compatível

Seguro, melhor opção

Produto seguro e/ou a amamentação é a melhor opção.

Leia o comentário completo: o nível resume o risco, mas não substitui contexto clínico, dose, idade do bebê ou orientação profissional.

Outros nomes
Fisura Labio Alveolo Palatina- FLAP, Labio leporino y paladar hendido
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MA4
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Comentário

A fissura palatina é uma malformação em que o palato está fissurado e falta em uma parte mais ou menos grande, o que permite a comunicação entre a boca e a cavidade nasal. O lábio leporino é uma interrupção ou fenda do lábio superior desde o nariz à boca, com o que a cavidade bucal está comunicada com o exterior. Segundo países, um a três de cada mil recém-nascidos nasceu com uma destas malformações e na metade dos casos coexistem as duas ao mesmo tempo. Em 30% de casos faz parte de uma síndrome polimalformativa que pode obscurecer o prognóstico (Boyce 2019). O problema respeito à amamentação é que precisa-se de um vácuo e selo do peito na boca do bebê que mama e ao haver essas comunicações, entra ar, não se pode fazer vácuo, o peito se lhe escapa ao bebê que mama, e este não pode mamar; o leite tomado pode escapar pelo nariz. As dificuldades para amamentar fazem com que haja menos taxas de amamentação e menos duradouras em caso de fissura palatina e/ou de lábio leporino (Boyce 2019, Gottschlich 2018). A informação deve ser fornecida à mãe e à família o antes possível, prenatalmente se se conhece o diagnóstico. É muito conveniente o aconselhamento de uma pessoa especialista em amamentação (Boyce 2019, Burca 2016) e avaliar cada caso especificamente, especialmente se há malformações associadas. Os pais podem receber ajuda de associações locais de afetados (Boyce 2019). A mãe deve saber que a amamentação também é o melhor para seu bebê com fissura palatina e/ou lábio leporino e que, com maior ou menor dificuldade e aplicando certas técnicas, pode ser possível. Os bebês com esta alteração têm mais frequência de otite média e alterações da musculatura orofacial que se previnem e corrigem bem com a amamentação (Aniansson 2002). O impacto emocional que supõe para a mãe e a família um bebê com esta malformação faz ainda mais conveniente a amamentação. Embora tenha havido muita discussão sobre a falta de provas dos benefícios e riscos da extração prenatal de colostro para administrar ao recém-nascido evitando que se lhe administre fórmula láctea (East 2014), os benefícios são claros quando se prevêm problemas neonatais (diabetes materna, cesárea programada, gêmeos, prematuros, lábio leporino/fissura palatina, etc.), por isso é uma prática recomendada por instituições sanitárias e diversos autores (NHS 2018, Wszolek 2015), sendo bem tolerada pelas mães e melhorando sua autoconfiança (Brisbane 2015). No lábio leporino sem fissura palatina, o próprio peito pode selar o defeito e impedir a entrada de ar permitindo a amamentação. Em mudança, quando há fissura palatina a amamentação direta do peito é muito ineficiente e com frequência não se pode realizar sem determinadas ajudas. Também é mais complicado se a fissura do lábio é dupla, bilateral. As mudanças de postura são de ajuda nesses casos. No lábio leporino uma postura que "cole" o lábio superior ao peito (mudanças de sentada clássica a "invertida", ou a própria mãe tampando com um dedo a fissura labial) podem permitir uma amamentação eficaz. Caso de fissura labial dupla, uma posição que se pode tentar para selar ambos os defeitos é a postura do cavalinho. Sustentar a barbilha do bebê com a mão para colá-la ao peito é também um bom recurso (Boyce 2019). Manter o bebê em postura semi-vertical é conveniente para diminuir as regurgitações de leite pelo nariz. Possivelmente assim também diminua o risco de infecções do ouvido médio por passo de leite ao ouvido desde o nariz (Boyce 2019). O ordeño manual do peito diretamente na boca do bebê pode compensar a falta de pega correta. Se as mudanças posturais e o ordeño se mostram insuficientes, há que recorrer em todas ou algumas mamadas à extração e administração de leite materno com copo, colheres ou tetinas especiais ou sonda. O leite da própria mãe sempre é preferível a uma fórmula artificial. As próteses que ocluem provisoriamente o defeito do palato de modo prévio à correção cirúrgica não sempre melhoram a técnica de amamentação (Boyce 2019, Rodríguez 2010). A poucas horas da cirurgia reparadora, que costuma ser realizada entre 3 e 6 meses para o lábio leporino e 6 a 12 meses para a fissura do palato, se pode voltar a por o bebê no peito (Boyce 2019, Matsunaka 2019 e 2015). Os bebês que mamam choram menos alimentados diretamente ao peito ou com mamadeira que com colher ou seringa e isso protege a ferida cirúrgica (Matsunaka 2015, Augsornwan 2013). Pode ocorrer que o bebê que mama tarde em aprender a mamar corretamente algum tempo após a operação. Pode ser muito instrutivo ler as experiências de mães e guias para mães de bebês com lábio leporino/fissura palatina (Rachel Morgan-LLL 2015, Intermountain Healthcare 2013, vídeo em vários idiomas "Mauro, yes he can"-->"Mauro pode").

Outros nomes e marcas

Sinônimos e grafias 2
  • Fisura Labio Alveolo Palatina- FLAP
  • Labio leporino y paladar hendido

Bibliografia

  1. Matsunaka E, Ueki S, Makimoto K. Impact of breastfeeding and/or bottle-feeding on surgical wound dehiscence after cleft lip repair in infants: A systematic review. J Craniomaxillofac Surg. 2019 Apr;47(4):570-577. Resumen
  2. Boyce JO, Reilly S, Skeat J, Cahir P; Academy of Breastfeeding Medicine.. ABM Clinical Protocol #17: Guidelines for Breastfeeding Infants with Cleft Lip, Cleft Palate, or Cleft Lip and Palate-Revised 2019. Breastfeed Med. 2019 Sep;14(7):437-444. Resumen
  3. Gottschlich MM, Mayes T, Allgeier C, James L, Khoury J, Pan B, van Aalst JA. A Retrospective Study Identifying Breast Milk Feeding Disparities in Infants with Cleft Palate. J Acad Nutr Diet. 2018 Nov;118(11):2154-2161. Resumen
  4. NHS. Royal Berkshire. Expressing colostrum in pregnancy. Brochure. 2018 Texto completo (enlace a fuente original) Texto completo (en nuestros servidores)
  5. Burca ND, Gephart SM, Miller C, Cote C. Promoting Breast Milk Nutrition in Infants With Cleft Lip and/or Palate. Adv Neonatal Care. 2016 Oct;16(5):337-344. Review. Resumen
  6. Wszolek K. Hand expressing in pregnancy and colostrum harvesting—preparation for successful breastfeeding? British Journal of Midwifery 2015 23:4, 268-274 2015 Resumen
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  9. Matsunaka E, Ueki S, Makimoto K. Impact of breastfeeding or bottle-feeding on surgical wound dehiscence after cleft lip repair in infants: a systematic review protocol. JBI Database System Rev Implement Rep. 2015 Oct;13(10):3-11. Resumen
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  11. Intermountain Healthcare. Breastfeeding: Baby with Unrepaired Cleft Lip or Cleft Palate. Fact Sheet for patients and families. 2013 Texto completo (enlace a fuente original) Texto completo (en nuestros servidores)
  12. Augsornwan D, Surakunprapha P, Pattangtanang P, Pongpagatip S, Jenwitheesuk K, Chowchuen B. Comparison of wound dehiscence and parent's satisfaction between spoon/syringe feeding and breast/bottle feeding in patients with cleft lip repair. J Med Assoc Thai. 2013 Sep;96 Suppl 4:S61-70. Resumen
  13. Rodríguez Torres L, Norabuena Huapaya MT. Uso el obturador palatino en pacientes con labio y paladar fisurado, reporte de un caso en el centro Medico Naval, Lima, Perú. Odontol Pediatra 2010 9 (1): 107-113. Texto completo (enlace a fuente original)
  14. Aniansson G, Svensson H, Becker M, Ingvarsson L. Otitis media and feeding with breast milk of children with cleft palate. Scand J Plast Reconstr Surg Hand Surg. 2002;36(1):9-15. Resumen

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